terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Pobres


“Nunca deixará de haver pobre na terra (Dt. 15:11).” Chegou o tempo de pensar a pobreza não apenas do mero ponto de vista social, mas como uma condição ontológica da humanidade. Poder-se-á sempre dizer que é a perversão social de alguns que torna os outros pobres, mas este “nunca” vetero-testamentário remete muito para além do social e da sua produção. Remete para uma área obscura que exige que se pense. A pobreza antes de ser uma condição social é um mistério que desafia a razão. A caridade cristã, a solidariedade humana ou as políticas socialistas foram respostas a uma condição social, mas não tocam na essência do mistério da pobreza.