quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Poema 2 - Se alguém a morte em si encerra

Se alguém a morte em si encerra
e deixa longe da vista os jardins
onde se amontoam cardos na terra,
tudo se torna vago e trémulo,
e as comoções que tocam o coração
são uma seara de ervas
onde esquecemos as nossas sentenças.

O arco-íris esbateu-se.
As palavras são pedras de silêncio,
onde canto em cada hora que passa
o salmo breve de um adeus.