sábado, 11 de fevereiro de 2012

Poema 21 - As Euménides

Gustave Doré

Nostálgicas, vêm as Benevolentes.
Quem se atreve a pronunciar-lhes o nome,
Logo é pasto de morcegos e serpentes,
E pela dor haverá fama e renome.

Iradas, chegam do mundo da morte,
E na cólera procuram serenar
O infeliz fado que lhes coube em sorte.
O destino, jamais o podem apaziguar.

Dos deuses, o desdém; dos homens, o temor.
Odeiam como quem esconde o amor,
E dessa força fazem feroz o castigo,

Para o qual não há defesa ou abrigo.
Vêm na treva da noite ou ao meio-dia,
E caem sobre ti sem cansaço ou melancolia.