domingo, 24 de novembro de 2013

Tardes de domingo

Aubrey Phillips - A Calm Evening

São assim, plácidas, as tardes de domingo. Nelas adormecemos tocados pela melancolia do rio que passa. Uma hora e outra, mais outra ainda. O domingo aproxima-se da foz e não há barqueiro que, nesse rio, deixe o barco flutuar. Nas tardes de domingo, não sonhamos, porque sonhar é uma árdua tarefa que o corpo, exausto de ilusões e desejos, logo recusa. Lá fora, o sol ainda ilumina as ruas, esboça segredos, anuncia a glória da noite. Para lá desta janela, tudo é domingo e a minha alma, tranquila, endominguece com o sol pálido que, entre sombras, se entrega ao silêncio da tarde.