terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ai, ai. Pobre António Costa

Brull Carreras - Metamorfose

Esta sondagem que começa a desenhar a vitória da coligação de direita não me espanta. Há muito que penso que a direita tem muitas hipóteses de ganhar novamente em Outubro. O que me espanta é a inépcia de António Costa (que substituiu a inépcia de António José Seguro). Não me refiro a uma hipotética incapacidade de governar. Não seria pior do que Passos Coelho, pelo contrário. Refiro-me à conquista do poder. Onde Sócrates era profissional até ao mínimo detalhe, Costa não passa de um diletante. Tudo parece feito ao acaso e onde há programação melhor fora que não existisse. O grupo de não sei quantos espaventosos economistas, que pretendia dar um ar de seriedade ao PS, foi uma ratoeira em que Costa caiu e de onde só sai por baixo, afundando-se a cada instante. 

Costa em vez de estar ao ataque - e não lhe faltam motivos para isso - passa o tempo a defender-se devido ao conjunto de trapalhadas que deixa sair mal abre a boca. Num país como o nosso, com tantos reformados e com gente tão débil socialmente, quem se lembrou de falar em coisas que fazem temer as pessoas pela sua reforma ou pela sua prestação social? Como é possível que os socialistas tenham conseguido transformar, aos olhos da opinião pública, os maiores inimigos do estado social, a actual governação (o leitor espere para ver, se a coligação ganhar) nos seus mais ardentes defensores? Que grande metamorfose graças à inépcia dos socialistas. Pobre António Costa. É preciso uma grande dose de amadorismo.