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| Martin Munkacsi, Paris, early 1920s |
Kyrie Eleison
quarta-feira, 22 de julho de 2026
A persistência da memória (36)
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Raiz da Permanência 2
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| Claude Monet, Marine View, Sunset, 1874 |
Há um orvalho de morte e ressurreição,
a
face de todas as luas nascidas
na
inquietude do crepúsculo.
Os
dias baloiçam na âncora da incerteza,
tremem
tomados pelo pavor
do
futuro, a ânsia rubra que vem
no
anis de um anátema.
Ouve-se
o cardar das botas antes de chegar
a
enxurrada dos exércitos, o tropel
da
obscuridade, a mansidão do oblívio.
Um
aguaceiro de cães ladra
nos
pórticos abertos
para
a saída da febre da vida,
a
entrada sorrateira da milícia da morte.
Um
grito de água no gelo da atmosfera,
o
restolhar das asas de um anjo
nas
glicínias da memória.
Murmúrios
de gaivotas na gravilha dos dias,
o
olhar vazio da infância
perante
a queda dos graves,
a
poeira das coisas amadas no paraíso do ocaso.
Seguir
o rasto da memória na casa veloz
da
indignidade. Arder em lenta combustão
de
Primaveras rasgadas
pela
tesoura do impensável. Eis o nome sagrado
do
que virá com o bornal cheio de figos.
Transbordam
de mel e maldade
para
as bocas abertas no sal do crepúsculo.
Abril de 2024
sábado, 18 de julho de 2026
Arte e consumo
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Cadernos do esquecimento 59 Civilizar
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| Nestor Stekke, Bundling and Gathering Faggots, 1899 |
terça-feira, 14 de julho de 2026
O fim do Bloco de Esquerda
domingo, 12 de julho de 2026
Ensaio sobre a luz (137)
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| Jaime Morera y Galicia, Cabeza de Hierro, Guadarrama, 1891-1897 |
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Nocturnos 137
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Raiz da Permanência 1
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| Caspar David Friedrich, Angels in Adoration, 1826 |
Tudo
vem por um movimento secreto do espírito
de
Deus, água a cair nos cântaros da aurora
ou
no esquecimento onde se doba
o
abandono nas cinzas de quarta-feira.
É
um mover-se na fímbria da floresta:
ali
se guarda o rastejar das sombras,
o
rufo dos lábios tomados
pelo
deslizar das mãos no vinho do Outono.
Deus
pensa na angústia da compaixão e há flores
na
brancura de seus dedos estelares,
dedos
vernáculos para acariciar
almas
a decompor-se na textura do carvão,
almas
a devorar o vidro do desamparo,
almas
feridas pelo ócio do esquecimento,
almas
rasuradas no cobalto da derrelicção,
almas
escritas na queda das folhas do calendário.
São
magníficas as magnânimas cogitações divinas,
longos
pensamentos tecidos na trama
da
eternidade,
polvilhadas
no colmo das estrelas.
Meditações
abertas ao ondular das galáxias,
à
turbulência de corações presos na intriga
do
amor decantado no sol de Setembro,
sorvido
no apocalipse sem nome da aurora.
Abril de2024
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Descrições fenomenológicas 73. A indústria
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| Jacqueline Lamba, Ciel Noir, 1986 |
sábado, 4 de julho de 2026
Mundial de Futebol e Tour de França
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Clima, hara-kiri da humanidade
terça-feira, 30 de junho de 2026
Beatitudes (85) A espera
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| E. Weingärtner, Untitled Portrait of Nun Praying, 1899 |
domingo, 28 de junho de 2026
O Silêncio da Terra Sombria (41)
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Meditações melancólicas (99) Momentos de sobriedade
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| Ray K. Metzker, City Whispers, Los Angeles, 1981 |
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Simulacros e simulações (79)
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| Arshile Gorky, Combate enigmático, 1937 |
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Diálogos aporéticos (13) - Pobrezas
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| Paul Schutzer, Birds on barbed wire strung atop the Berlin Wall, Jan. 1962 |
- Pobres humanos.
- Pobres?
- Sim, duvidas?
- Não têm eles mais do que deviam?
- Ó sim, muito mais e nunca estão satisfeitos.
- É essa insatisfação que os torna pobres.
- Não. Essa apenas os torna ávidos e infelizes.
- Então?
- Olha para nós. Não há muro que nos limite, voamos para
esquerda e para a direita.
- Sim, somos como o vento.
- E isso é a nossa riqueza.
- E eles não são como o vento. Erguem muros para se
limitarem.
- E acumulam coisas para se esquecerem da pobreza em que
vivem presos por muros que eles próprios ergueram.
- Não são pássaros e o alto não é o seu lugar, por isso
nascem e morrem na mais dura pobreza.
- E nós o que fazemos com a nossa riqueza?
- Aspiramos a ser anjos.
sábado, 20 de junho de 2026
Marxismo cultural, uma fantasia
quinta-feira, 18 de junho de 2026
O Silêncio da Terra Sombria (40)
terça-feira, 16 de junho de 2026
Perfis 21. O homem do leme
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| C. A. Northrop, The Helmsman, 1890 |
domingo, 14 de junho de 2026
Comentários (36)
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| Darío de Regoyos y Valdés, El puente del Arenal |















