Mostrar mensagens com a etiqueta Máximas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Máximas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Máximas (28)

Lucien Aigner, La paix, la guerre. Paris. 1930
Os apelos à paz e a azáfama pacifista não são colírios contra a guerra, mas o sinal de que ela está próxima.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Máximas (26)

C. A. Deul, Jr., Aan Het Spinnewiel, 1905
A História é um fio que se puxa do novelo do passado e que ameça partir em cada instante de um presente.
 

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Máximas (25)

Felix Vallotton, sem título, 1917

 Quando os estúpidos e os canalhas se juntam, o mundo começa a arder.

domingo, 30 de março de 2025

Máximas (24)

Costa Pinheiro, O Pintor Ele-Mesmo, no Seu Espaço Poético, 1979 (Gulbenkian)  

Quando os poderes do mundo rugem e rodopiam, a sabedoria aguarda a hora, resguardando-se no silêncio e recolhendo-se na quietude.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Máximas (23)

João Paulo Serafim, #0033, 2005 (Gulbenkian)

Ver com clareza no turbilhão destes dias não é uma capacidade pessoal, mas uma prerrogativa cuja proveniência e razão de ser o agraciado desconhece.

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Máximas (22)

Vítor Pomar. A Passagem do Tempo I, 1988 (Gulbenkian)
Deixar passar o tempo não é um acto da nossa liberdade, mas a conformação ao inevitável.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Máximas (21)

Francesca Woodman, Rome, 1978
Abandonado na noite, o corpo esquece-se de si e repousa no silêncio cantante, onde o espírito se move sobre a ondulação inquieta do sonho.

terça-feira, 11 de junho de 2024

Máximas (20)

Francis Bacon, Figure in a Landscape, 1956

A lenta lassidão do espírito anuncia o cansaço do corpo e decreta a férrea aniquilação da vontade.

sábado, 25 de novembro de 2017

O talento do marionetista

Tina Modotti - The Hands of a Puppeteer (1929)

O talento do manipulador de marionetas reside na sua capacidade de infundir no artefacto a crença de que é livre e que todos os seus actos resultam do seu querer.

sábado, 29 de julho de 2017

Tempo novo

Salvador Dali - Una parca del Partenón (1960)

Já não tarda o novíssimo tempo
(Rui Cóias, Europa)

Ser europeu talvez seja viver na tensão entre a expectativa messiânica convocada no verso de Rui Cóias e o trabalho das Parcas. Cada vez que oiço falar de um novíssimo tempo vejo a Parca preparar-se para cortar o fio que uma irmã laboriosamente fiou e a outra estendeu não sem generosidade.

sábado, 29 de abril de 2017

Confidências

Arturo Souto Feijoo - Confidências (1962)

Não fazer e, acima de tudo, não escutar confidências. O verdadeiramente secreto é incomunicável, o que se pode comunicar não merece a escuta ou a partilha. O silêncio é infinitamente mais honroso e útil do que a venalidade de uma confidência.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Voyeurismo

Francesco Clemente - Midnight Sun II (1982)

Não, o voyeurismo não é uma perversão da sexualidade. É apenas a reminiscência de um tempo em que o espaço público e o espaço privado não tinham nascido. Um exercício da memória e não do desejo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Antropometrias

Yves Klein - Antropometrías (1960)

O princípio da gritaria: o homem é a medida de todas as coisas (Protágoras). Como cada um usa a medida que lhe interessa, o mundo é uma imensa cacofonia. É o problema das antropometrias.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Adão e Eva

Yasuo Kuniyoshi - Adam and Eve (1922)

A invenção de um Adão e de uma Eva paradisíacos não serviu apenas para explicar e justificar a lastimável vida que cabe aos homens viver. Deu-nos também a ocasião para a má consciência, a imagem do que deveríamos ser e, por culpa própria, nunca somos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Histriões e farsantes

Salvador Dali - Condottiero (1943)

Quando histriões e farsantes são tomados por condottieri percebemos que o rebanho anda tresloucado.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Uma vontade má

Odilon Redon - Cactus Man (1881)

Neste mundo, e até fora dele, nada é possível pensar que não possa ser considerado como bom sem limitação a não ser uma só coisa: uma boa vontade. (Kant, FMC)

Não sei o que se passa fora deste mundo, nem mesmo neste, mas sei que Portugal parece um exercício de más vontades que são a pura emanação de uma vontade má.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Morte colectiva (I)

Alfred Rether - Der Tod als Erwurger (1885)

Fala-se, hoje em dia, muito em morte colectiva, massacre, carnificina, genocídio. Mas não há morte colectiva, apenas mortes singulares: este, aquele, a outra, aqueloutra, num nunca mais acabar. (averomundo, 2007/09/12)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Irrisão

Chegar à consciência da sua mais completa irrisão e continuar, pois nem isso serve de álibi.

domingo, 10 de agosto de 2014

Aliviar-se

Francisco de Goya - Disparate ridículo (1816-23)

Estou voltado para o sarcasmo. Não é inventivo nem resolve seja o que for, mas alivia a bílis. Não há nada como uma pessoa aliviar-se. (averomundo, 2007/10/05)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Morte colectiva III

Vítimas do genocídio arménio

Quando se denuncia um massacre ou um genocídio matamos uma segunda vez as vítimas. Dissolver a identidade de cada uma na colectividade do massacre é reduzi-las a nada. Os assassinos ganham sempre. Ganham se houver silêncio, ganham se houver denúncia. (averomundo, 2007/07/09)