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| Nicanor Piñole, Fábrica de Moreda |
Sobre as espirais de fumo da fábrica, uma luz de fogo incendeia o povoado e deixa vestígios do Verão mesmo nos dias mais frios. A luz cai como uma labareda dançante, e tudo se transforma num sonho muito arcaico. O Sol envia os seus raios, são anjos mensageiros que desdobram uma carta esquecida perante o olhar atónito de quem passa.

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