segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

EUA, ciência e desrazão

Egon Schiele, Agonía, 1912
Vale a pena reter a frase do cientista de Robótica Laboratorial, Wali Malik, que trocou, devido à chega ao poder de Donald Trump, com as suas políticas para a ciência, os EUA pela Áustria: Foi preciso confiança para que os Estados Unidos se tornassem uma potência científica. Isso levou 70 anos. Mas, em seis meses, tudo foi desfeito (aqui). Este é apenas um dos casos de saída para outras paragens de académicos que trabalhavam nos EUA. A frase de Malik mostra como um bem, duramente conquistado, pode ser destruído pela cooperação de governantes pouco razoáveis e de eleitores que os escolhem pela sua irrazoabilidade. 

Há uns anos ninguém acreditaria - apesar de existirem já sinais preocupantes nos EUA - que a ameaça mais perigosa à ciência viria do Ocidente, da sua principal potência militar e económica, mas também científica. A perseguição à ciência, nomeadamente, na área da saúde, mas não só, não é apenas o sinal do triunfo eleitoral de forças obscurantistas, mas é, também, o sintoma de decadência dos EUA. Trump e o movimento MAGA, em vez de, como pretendem, tornarem de novo a América grande, estão a acelerar o processo da sua decadência e irrelevância. São os gestores de uma queda pouco honrosa. Por enquanto, mascarada com a força militar. 

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