terça-feira, 19 de março de 2024

Simulacros e simulações (61)

Maria Helena Vieira da Silva, Ermitages (Bleu Tressé), 1971 (Gulbenkian)

Simule-se a solidão, que ela venha pela véspera do rio ou pela aurora da lezíria. Dentro dela, há um nome a arder, palavras trançadas no azul da luz ou no vermelho da escuridão. Depois, erga-se uma casa de colmo e o solitário encontrará, no simulacro do abandono, o nome que lhe deram e o destino que trazia no fundo do coração ou a algibeira vazia onde tinha todos os haveres.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.