quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

O golpe de misericórdia

Rui Rio e o PSD decidiram dar o golpe de misericórdia nos seus antigos parceiros de coligação. Depois de o CDS-PP ter escolhido o actual líder, o partido entrou em estado de coma. A esperança de sobrevivência residia numa eventual coligação com o PSD. Este cederia meia dúzia, ou talvez nem isso, de lugares de deputado aos centristas, estes adiariam a morte por mais uns tempos. O partido de Rio achou que seria mau negócio e que o CDS-PP, na verdade, já não existia. Não se terá enganado. A parte ultramontana dos eleitores do CDS deslocou-se para o Chega. A parte civilizada e liberal encontra na Iniciativa Liberal um novo representante. Talvez o problema nem esteja em Francisco Rodrigues dos Santos, apesar de a sua escolha ter sido um notório o erro de casting, mas no facto de o CDS-PP ter deixado de fazer sentido, na reconfiguração que se assiste na direita, e não encontrar a quem possa representar. É plausível que mesmo nomes mais importantes do partido fossem impotentes para o salvar.

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