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| Dr. Konrad Biesalski e Dr. Krüger, Schmied Am Ambos, 1899 |
Do antigo trabalho sobre o ferro - desse exercício de submeter a vontade do metal e de lhe impor, por mãos humanas, um imperativo estranho à sua natureza, um mandamento nascido da necessidade humana - persiste a memória do fogo. Já na antiguidade, celebrada em Hefestos e no roubo de Prometeu, era um rememoração tão arcaica quanto decisiva. Não simbolizava apenas a possibilidade de sobrevivência, mas a de um projecto de domesticar o mundo selvagem, obrigá-lo a curvar-se ao desejo dos homens, atormentá-lo com a inconstância das labaredas, se se resistisse à decisão do homem.

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