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| Fernando Calhau, The Island of the Dead segundo Arnold Böcklin, 1993 |
Não há
crepúsculos ao cair da noite, nem a anunciação da aurora, pois, na ilha dos
mortos, a própria luz está morta. Trevas eternas são a casa onde os que
deixaram a vida habitam. Caminham nelas em silêncio, mas sem o azedume do
ressentimento nem a ira da revolta. Quando estão cansados de caminhar e
se sentam perante o mar negros, pensam na luz e interrogam-se sobre se um dia ela voltar à ilha não os tornará
mais cegos que a escuridão. Depois, levantam-se e elevam um cântico à noite
eterna que a tudo envolve.

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