domingo, 22 de março de 2026

Cadernos do esquecimento 58 Moinho de vento

Heinrich Kuhn, Landscape with Windmill, 1898

Sempre que nos deparamos com um velho moinho irrompe um silêncio na alma. O passado perfila-se perante os olhos e não sabemos o que fazer com ele. Uma beleza, quase cantante, desprende-se da paisagem e uma melancolia transporta-nos para um tempo que nunca vivemos, mas que se resguardou dentro do coração. Dali já não sai a farinha que se transformava em pão, como se fosse um colírio contra a fome. Há, porém, uma força musical que balança o prazer de olhar e a dor perante as coisas que perderam o lugar no mundo.

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