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| Adriano Sousa Lopes, Os telhados de Montmartre à noite (Gulbenkian) |
Na periferia dos cardos,
oiço a ruína soletrar
um louvor da candura.
Na periferia do medo,
oiço o mundo verter
o calcário do cansaço.
Na periferia do espanto,
oiço a ave de Minerva
ferida ao anoitecer.
[1993]
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