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| Rudolph Eickemeyer Jr., The Vesper Bell, 1901 |
Se existe ainda, o toque de Vésperas já não é escutado por ninguém. Os dias tornaram-se apenas um acumular de horas que deslizam num rio de indiferença. Não é que as pessoas não estejam sujeitas a horários. Contudo, todos esses momentos fazem parte de um contínuo que encerra a pessoa numa prisão feita de cansaço e de exigências externas. A vida moderna, com os seus imperativos económicos, roubou aos seres humanos uma forma de viver o tempo que lhes dava a possibilidade de se recolherem em si e de elevarem o pensamento ao alto, abrindo-lhes os horizontes, tanto do mundo como de si mesmas. Ninguém se recolhe, se o sino tocar as Vésperas. É apenas um som que se perdeu num mundo de ruído.

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