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| Anton Einsle, Am Gartenzaun, 1891 |
- Não se deviam colher rosas.
- Que ideia! Temes que a roseira sofra.
- Não era nisso que pensava, mas noutra coisa, apesar de a
roseira sofrer.
- Que absurdo, uma superstição de quem vive sob o véu da montanha.
- Tudo o que está vivo, para além de morrer, sofre. As
plantas também.
- Que sofram, desde que possamos ter a sua beleza nas mãos.
- As rosas são como nós.
- Como nós?
- Sim, ao serem colhidas, murcham, tal como nós.

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