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| Manuel Filipe, Guerra, 1945 |
As recentes ameaças de Donald Trump aos países europeus que
se recusem de participar numa aventura militar no estreito de Ormuz são um
sinal eloquente da fragilidade dos Estados Unidos, sob o comando do actual Presidente.
A acção militar contra o Irão já tinha todos os ingredientes de uma opereta. Perigosa,
letal, mas mesmo assim uma opereta bufa. Desde as declarações de Trump às de
Rubio e culminando nas de Peter Hegseth, tudo isso mostra que se está, como nesse
tipo de espectáculo musical, perante um enredo absurdo: a narrativa
está repleta de mal-entendidos, de personagens caricatas e de situações
improváveis.
Independentemente do
destino do regime iraniano, aquilo a que estamos a assistir, ao vivo, é a um
espectáculo onde a decadência da maior potência militar e económica do mundo
manifesta as suas grandes fragilidades. Começa uma aventura pensando que o
regime teocrático cai em três dias, mas a cada dia que passa, torna-se
manifesto que os dirigentes americanos não sabem como sair do abismo onde o seu
país e o Ocidente. As ameaças de Trump não são sinal de força, mas de uma
fraqueza existencial. Os militares devem estar arrepiados. A Rússia esfrega as
mãos e a China sorri discretamente, agradecendo aos deuses a existência do MAGA
e de Donald Trump.
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