![]() |
| Edward Hopper, Light at Two Lights, 1927 |
Era uma luz branca e obsessiva, tocava a realidade enchendo-a da mais pura brancura. Por vezes, chocava com terríveis obstáculos. As superfícies resistiam, mostravam-se noutras cores. Presa na obsessão, a luz insistia, insistia, até que o adversário sucumbia e os verdes, azuis, vermelhos, toda e qualquer cor, se entregavam nos braços daquela luz. A paisagem, agora purificada, era alva, e nessa alvura nada já se distinguia.

Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.