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| J.J. Agema, Morning, 1973 |
São perfeitas aquelas manhãs que parecem a cópia de outras manhãs, também elas perfeitas, também elas cópias. A perfeição só se consegue através de um aturado exercício, de uma repetição sem fim, de um desejo de tudo igualar a essa primeira manhã que espantou um olhar desprevenido e encheu o coração do espectador com um sentimento de plenitude nunca antes sentido. Então, constituiu-se, sem que alguém o premeditasse, uma longa tradição, para que persistisse a memória da mais bela de todas as manhãs. Como se todas elas não fossem outra coisa senão a cópia dessa manhã primordial.

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