segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Comentários (37)

Caspar David Friedrich, Pilgrimage at Sunrise, 1805

 Pela Porta de Jaffa passavam as multidões de peregrinos.
Foi um milagre estarmos entre os escolhidos.
Durs Grünbein

Não são raros os milagres. Não há dia em que um milagre não aconteça. Surgem sem se anunciar e, não poucas vezes, desaparecem sem deixar rasto. Mesmo o beneficiário, preso na sua distracção, pode nem dar por ele. Fica-lhe na conta. Raro é ser peregrino e, entre a multidão, o escolhido. Não poucas vezes, se chega à Porta de Jaffa, essa que é o símbolo de todas as outras, e ela está fechada, sem que se tenha a senha para a abrir. Nessa altura, tudo deriva da economia do milagre. Do peregrino depende, e apenas em pequena parte, chegar à Porta e bater. Que ela se abra, resulta do arbítrio de quem superintende o trabalho do porteiro. Um milagre.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.