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| Piet Mondrian, Alberi in fiore, 1912 |
Não é
a árvore em flor que se copia ou ensaia, mas a ideia pura, perfeita e eterna,
de árvore florida que surge em simulação. Despe-se dos elementos materiais e
apaga-se os vestígios do tempo. Se os olhos caem sobre uma paisagem de árvores
em flor, o que vêm, no fulgor do espectáculo, é um simulacro, o pobre produto
da natureza que, presa ao tempo, procura imitar o que é eterno.

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