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| Edward Steichen, Richard Strauss, 1905 |
Não se sabe o que salta dos olhos do compositor. Será uma indisposição nunca escondida com a ordem do mundo? Será o génio romântico que ele já não consegue conter? Será um sintoma de uma grande loucura que poderá estar para chegar? Não, talvez seja apenas a música que nasce em borbotões no seu espírito e, antes de chegar aos dedos que a escrevem, salta pelos olhos para inundar o ambiente e criar um espaço de silêncio, no qual ela pode ser escrita como se fora uma oração desesperada. Se a música não salta pelos olhos, pensa ele, como a poderei escrever? Como a poderei escutar antes de a escrever? Como a poderei torná-la senhora de mim e eu seu escravo?

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