sábado, 3 de março de 2012

Poema 26 - As tardes de sábado guardo-as para meditar


As tardes de sábado guardo-as para meditar
Sobre a vida enviesada pelo tempo.
A cada um o seu jardim
E eu prefiro estar sentado e quieto.

Nada sei de flores e estações do ano
Nem quero aprender o ritmo da vida
Ao som da tesoura de poda.
Durmo sentado e sonho com belas raparigas

E depois acordo espantado.
Lá fora chove e o dia está frio e cinzento
E eu, sisudo e quieto, desfio as horas

À espera que chegue o negrume da noite.
Da janela, avisto jardins e jardineiros
À procura da vida nas ervas de um canteiro.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.