domingo, 5 de fevereiro de 2012

Poema 18 - Não sei o que mais amo no inverno


Não sei o que mais amo no inverno,
se a saudade dos dias outonais
se a chuva fria
que me impede de caminhar pelo cais.

As noites longas passo-as acordado.
Canto os dias de glória,
à espera que o sono desça
e cubra de sonhos o véu da memória.

O tempo, ó pura transfiguração,
imagem de pedra,
geada que os campos cobre.

Assim outros tempos virão,
pálidos como erva que não medra,
vazios como este espírito tão pobre.